segunda-feira, dezembro 19, 2011

PMDB reforça ideia de candidatura própria

Executiva do partido ganhou apoio do vice-presidente da República, Michel Temer, e do presidente nacional peemedebista, Valdir Raupp 




Durante toda a semana houve uma intensa movimentação dos integrantes da executiva do PMDB. O vereador Gil Antonio Diniz, o Teteco, presidente do PMDB de Contagem, convocou a executiva do partido para discutir os rumos do partido nas próximas eleições municipais. "A diretoria do nosso partido se reuniu durante a semana para conversar sobre as próximas eleições. Temos uma chapa que pode eleger até três vereadores e a nossa mais estimada liderança, o deputado federal Newton Cardoso, sinalizou a possibilidade de ser candidato", explicou o vereador. Na semana passada, o deputado federal Newton Cardoso disse em entrevista exclusiva ao jornal O Tempo Contagem que poderia ser candidato à prefeitura de Contagem.

O presidente do PMDB vereador Teteco explicou que desde o começo do ano estava tentando convencer o deputado a sair candidato, tendo em vista que a conjuntura eleitoral que se desenha poderia ser favorável a um retorno do deputado Newton Cardoso à prefeitura de Contagem. Newton já foi eleito prefeito de Contagem por três vezes. O "coro" pela candidatura de Newton ganhou força quando o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp, solicitou a lista de candidatos e viu que o partido — tradicional no município — não tinha um candidato à prefeitura. "Desde então, Valdir Raupp, eu, membros da executiva do partido, vários empresários da cidade, lideranças políticas do município e até o vice-presidente da república, Michel Temer temos conversado muito com o deputado". Recentemente o parlamentar Newton Cardoso esteve em viajem oficial para o Líbano juntamente o vice-presidente da república.

Sancler Terres, candidato do PMDB na última eleição, reforçou a necessidade do partido ter candidatura própria."O PMDB é um dos partidos mais tradicionais do município. Já elegeu 5 prefeitos em toda a sua história na cidade. É importante marcarmos posição nas próximas eleições. Se for o caso de uma coligação, que seja com o partido que tenha mais identidade programática com o PMDB, nas linhas desenvolvimentistas que marcaram todas as suas administrações", enfatiza. Finalizando, os peemedebistas acreditam que a entrada firme do partido no quadro sucessório municipal já deve mudar o caminho e as perspectivas dos atuais candidatos. Segundo Teteco, todos querem o apoio do PMDB, que terá um peso fundamental nas eleições da cidade.




terça-feira, dezembro 13, 2011

Newton poderá ser candidato a prefeito




Estamos avaliando qual a melhor opção para o partido, assim como veremos se é melhor ter candidatura própria, diz o deputado federal 


A corrida eleitoral começou mais cedo em Contagem, que já tem três pré-candidatos confirmados, Durval Angelo (PT), Carlin Moura (PCdoB) e Ademir Lucas (PSDB). Mas quem achava que o PMDB só iria fazer coligação está errado. O deputado federal Newton Cardoso concede entrevista exclusiva ao O Tempo Contagem, onde fala em ser candidato.

Newton, o senhor sairá candidato nas próximas eleições? 

É natural que o meu nome seja sempre especulado nas eleições de Contagem pela história e identificação que tenho com a cidade. Faz parte dos meus planos uma candidatura? Não, não faz. Mas, por outro lado, também não posso descartar completamente, porque Contagem é prioridade no meu mandato. Então, tenho mantido contatos com os grupos políticos da cidade para tentar chegar a um consenso que represente o melhor para Contagem. Caso não consigamos avançar nessas alianças, teremos que pensar em outras possibilidades. E, nesse caso, nada está descartado.

Qual é a importância e a força do PMDB para as eleições? 


As pesquisas mostram que o PMDB é o segundo partido na preferência do eleitorado em Contagem. Perdemos o posto de primeiro porque não governamos a cidade há quase 20 anos. Isso é muito tempo, é uma nova geração de eleitores que se formou. Não fomos muito bem nas eleições municipais passadas por uma série de circunstâncias e erros, mas estamos nos preparando para resgatar todo o espaço que já ocupamos em Contagem. Podem ter a certeza de que o PMDB vai entrar forte nas eleições do ano que vem, e quem estiver apostando que o partido não terá candidatura própria pode ser surpreendido. Vai ter surpresa.



Existe a possibilidade de uma orientação da executiva nacional do PMDB e do PT intervirem no processo em Contagem?

Não posso falar pelo PT, mas interferência não seria a palavra correta, porque vivenciamos um processo democrático. O PMDB nacional sempre respeitou a minha visão política e ratificou as alianças que construí. Mas não podemos nos esquecer do projeto nacional que os dois partidos estão desenvolvendo e que as eleições em Contagem não são um processo isolado. O que posso garantir é que não há vaidades pessoais no PMDB. Vamos decidir coletivamente qual o caminho a seguir e trabalhar firme para voltar a administrar Contagem.

Dos três principais candidatos, tem algum a quem o senhor não se aliaria? 

No meu dicionário político, a palavra exclusão não existe. Vejo que todos os pré-candidatos a prefeito de Contagem reúnem, teoricamente, condições de administrar a cidade. É claro que o PMDB pode ter mais afinidades com um ou com outro, mas vamos respeitar o sentimento coletivo. Ainda falta muito para a definição de candidaturas e estamos trabalhando para construir uma candidatura que recoloque Contagem no caminho do desenvolvimento econômico e social.

Foi veiculado recentemente pela imprensa que há conversas do senhor com o seu adversário histórico, o ex-prefeito Ademir Lucas. Não corre o risco desta aliança ser contraditória e, consequentemente, não aceita pelo eleitorado?



Em momento algum eu neguei conversar com quem quer que seja sobre o jogo eleitoral em Contagem. Qual o problema de manter diálogo com o Ademir? Ele ocupa o primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e tem um eleitorado cativo. A aliança com ele é a melhor opção? Como disse, ainda não sei, estamos avaliando. Além do sentimento coletivo, estamos realizando pesquisas de opinião para saber o que a população pensa sobre a cidade, quais são as prioridades e como eles enxergam determinadas alianças. Portanto, estamos sendo cuidadosos na condução do processo eleitoral e, o PMDB vai entrar para ganhar.


Corre a boca pequena que o senhor tem mágoas do PT, por entender que foi traído pelo partido na sua eleição para o Senado, e que tem muita resistência à prefeita Marília Campos. Qual é a sua relação política e pessoal com o deputado estadual Durval Ângelo?

O raciocínio é o mesmo. Durval é tão candidato quanto Ademir e Carlin Moura, os três mais especulados pela imprensa para vencer as eleições. Temos relações políticas e pessoais muito boas com todos eles e estamos avaliando qual é a melhor opção para o PMDB, assim como estamos avaliando se vamos lançar candidatura própria. Todos têm pontos fortes e fracos, aprovações e rejeições. O que posso garantir é que tudo está sendo levando em conta para decidirmos os rumos de Contagem.



quinta-feira, dezembro 08, 2011

Comissão aprova projeto que pode ajudar a combater roubo de cargas





A Comissão de Viação e Transportes aprovou nessa quarta-feira o Projeto de Lei 1787/11, do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), que regulamenta a identificação dos caminhões-baú. O texto acrescenta dispositivo ao Código de Trânsito Brasileiro (Lei9.503/97).
Pela proposta, os caminhões-baú terão os caracteres de suas placas de identificação reproduzidos na cobertura do baú, na forma regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

O relator, deputado Newton Cardoso (PMDB-MG), lembrou que o roubo de cargas no Brasil tem crescido ano a ano, obrigando as empresas a gastarem em torno de 17% de sua receita com segurança. Estima-se que o prejuízo anual causado pelas quadrilhas especializadas em roubo de cargas chegue a R$ 800 milhões.

Cardoso disse ainda que até os rastreadores de cargas, que evoluíram muito nos últimos anos, estão sendo desligados por equipamentos conhecidos como “jammers”, que impedem a comunicação entre o rastreador e o satélite, e faz com que o caminhão e a carga desapareçam das telas dos rastreadores.

“A medida proposta por esse projeto, embora simples, sem a sofisticação dos equipamentos tecnológicos, e não impondo maiores despesas para o proprietário do veículo, pode certamente ajudar na busca e recuperação das cargas roubadas, especialmente quando forem realizadas buscas aéreas”, afirmou o relator.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.




terça-feira, novembro 01, 2011

Quando Carlos Drummond presenteou Contagem com uma crônica poética

Fartamente anunciado, ontem, dia 31 de outubro, comemorou-se o primeiro dia D — Dia Drummond — que agora faz parte do calendário cultural nacional. Procuramos em nos arquivos pessoais do deputado federal Newton Cardoso uma crônica poética que Drummond escreveu sobre o fechamento da fábrica de Cimentos Itaú Portland, no dia 23 de agosto de 1975 — Como este acervo é enorme, segue com um dia de atraso e por isso vão as nossas desculpas.

Naquela época, Newton estava em meu primeiro mandato como prefeito de Contagem e, depois de meses de tentativas de negociação, se viu obrigado a cassar o alvará de funcionamento da fábrica.para se ter uma idea do problema, cerca de oito toneladas de pó de cimento saíam diariamente da chaminé da fábrica, causando transtornos de toda ordem, sobretudo problemas respiratórios à população dos bairros vizinhos. Apesar da ordem de fechamento, o então presidente Ernesto Geisel, trouxe para o governo federal a prerrogativa de decidir sobre o assunto, e baixou o decreto-lei nº 1413/75 e o decreto nº 76389/75, esse último para regulamentar o decreto-lei.

Com isso, Drummond nos presenteou com está crônica poética.  


A festa

Carlos Drummond de Andrade

“À festa não chegues atrasado; ela pode acabar antes que pises no salão.” Este princípio de sabedoria prática demonstrou mais uma vez sua procedência, ou será que certas festas acabam antes de começar, não dando tempo a ninguém para chegar no salão? Fico na dúvida.

Quando fui celebrar o feito da população de Contagem, que vencera a difícil parada da poluição, julguei encontrar hinos, flores, discursos, chope escorrendo em cascata, vento de alegria pelas almas, que sei eu? Festa do interior, com aquele transbordamento de felicidade nas caras simples, nos gestos soltos, e alguma coisa de pureza na espontaneidade.

Cheguei, assuntei, não vi ninguém pulando nem cantando. Os músicos tinham ido embora, as luzes estavam apagadas. O céu escuro, espalhado sobre as casas, indicava apenas que o pó de cimento, o invencível pó de cimento, continuava e continuava e continuava a pairar.

— A festa acabou
— Não me diga!
— Pra falar verdade, durou tão pouco que nem houve festa. Houve a ilusão de uma festa.
— Mas eu soube que ia haver, e vim correndo para tomar parte!
— Só se corresse mais que o pensamento. A poluição ia ser desativada no espaço de alguns dias. Mas acabou sendo reativada em cinco minutos, entende?

Não entendi, mas tomei ciência. Como antes tomara ciência de queixas, queixumes, reclamações, lados técnicos, protestos, decepções, indignações, esperanças renovadas, esperanças crestadas. E, finalmente, de um ato político; o governador de Minas, atendendo a solicitação legal do prefeito de Contagem, mandara garantir o fechamento da fábrica poluidora.

Bom, é hora de repicar sino, concluí. Se o governador mandou vamos bailar em torno desta beleza: o povo triunfante. Pois em Minas, como em toda parte, se o governo falou, está falado: se obrou, está obrado. E tendo este obrado com espírito de justiça, é caso líquido e certo de soltar foguetes. Como ousaria a fábrica resistir a esse forte poder que se levantava a serviço do cumprimento da lei? Já marcham para Contagem os pelotões policiais, já tomam posição estratégica e asseguram o fim gradativo do pesadelo enfumaçado que torturava Contagem. Alvíssaras, meu capitão!

Tudo, porém, durou menos que 1’espace d’un matin. Durou o tempo em conseqüências de um decreto federal voando pelo telex, sustar-se o fechamento, enquanto se estabelecem novo critério e nova competência para decidir sobre focos poluidores. Vai-se estudar o assunto com ponderação e calma – cautelas que, parece, não foram observadas em mais de 20 anos de discussão a respeito dos efeitos ou não efeitos do pó de cimento estático sobre uma cidade.

Então compreendi por que não houve tempo de fazer festa por lá. Na fumaça concentrada, julguei ver farrapos de nuvens mais espessas (ou mais tênues?) em que se depositavam uma ou outra partícula de autonomia municipal e de sua mana estadual. “O Brasil é uma república federativa”, pois não? Fumaça antifederativa, dirá algum velho constitucionalista. Eu não saberia defini-la. Mas fumaça. Caindo sobre moradores e eleitores da nova Contagem industrial em que se transformou a antiga Contagem das Abóboras. O governador deu-se por satisfeito com o decreto. O prefeito idem. Ao vencedor, as abóboras. 





Belo Horizonte, 23 de agosto de 1975



quinta-feira, outubro 13, 2011

Newton Cardoso: “a reforma política tem que ser um passo de cada vez”

Entrevista do deputado federal Newton Cardoso (PMDB) ao jornalista José Antônio Borba, do Jornal Regional, sobre os trabalhos da comissão especial de reforma política.


Deputado, o vice-presidente da república, Michel Temer, em entrevista à grande imprensa, disse que a reforma política possível seria “singelíssima”, debatendo no máximo dois ou três pontos. Não é pouco perto dos avanços que precisamos?


Dois ou três pontos com certeza é pouco, mas a atual reforma está debatendo 11 questões. A comissão de reforma política da qual faço parte está debatendo os sistemas eleitorais, o financiamento eleitoral e partidário; a suplência de senador; a filiação partidária, o domicílio eleitoral, a coligação nas eleições proporcionais, o voto facultativo, a data da posse dos chefes do poder executivo, as cláusulas de desempenho, a fidelidade partidária, a reeleição e mandato e a candidatura avulsa. O vice-presidente Michel Temer, pela experiência política e domínio jurídico sobre as questões, fala com propriedade sobre o assunto. É uma reforma muito complicada de ser feita. Ela tem que conjugar, republicanamente, um grande complexo de interesses, todos legítimos. Nesta reforma, basicamente, está em discussão os mecanismos eleitorais. É um passo importante, mas ainda é só um passo, e delicadíssimo de ser dado.

O PT e o PMDB estão divergindo sobre pontos da reforma política. O que quer cada partido e quais os principais entraves entre as legendas?

Estas divergências são necessárias e saudáveis para os avanços da reforma política. O que atrapalha e cria distorções são as declarações desastradas, como as do ex-ministro José Dirceu, que em um artigo publicado no seu blog e em mais alguns jornais, tem a petulância de dizer que, dentro deste processo, “o PT é praticamente a única força política realmente interessada na reforma política”. O PT se coloca como o paladino da ética e da moralidade, como se eles fossem os únicos no Brasil em defesa da transparência pública. Na prática, avalio que a grande divergência está no sistema de financiamento de campanha. O relator do projeto, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), apresentou como proposta que empresas estatais pudessem financiar campanhas eleitorais, através da criação de um Fundo de Financiamentos de Campanhas Eleitorais (FFCE). Esse fundo poderia receber tanto o financiamento público como o privado, cujo montante seria repartido pela Justiça Eleitoral através de critérios previamente definidos. O relator segue as orientações do seu partido. Aliás, essa posição foi ratificada recentemente pelo PT em seu 4º congresso. Só que meu partido e eu temos um posicionamento diferente. A função das empresas estatais é outra. Senadores do próprio PT reagiram contrariamente à esta proposta. Neste ponto, penso como o senador Valdir Raupp (PMDB/RO), de que isso só seria possível se diminuíssemos o número de partidos existentes.


Dentro da reforma há a cláusula de desempenho, onde os partidos teriam que alcançar um mínimo de votos. Com isso os partidos menores não desapareceriam?

Os partidos são agremiações de ideias e de interesses legítimos e republicanos. Alguns partidos têm forte aproximação com a organização sindical, outros se aproximam da defesa dos interesses industriais e, dentro das industrias, estes interesses também são múltiplos e algumas vezes conflitantes. Da mesma forma, a sociedade civil organizada. Alguns segmentos defendem, por exemplo, a defesa do meio ambiente, ou defendem o fim do preconceito contra as orientações sexuais. Há também as representações político-ideológicas. Entretanto, os partidos têm que estar conectados com a sociedade, e esta conexão é verificada pelo voto. Não tem outro jeito. Se o partido não está conectado aos interesses da sociedade, não há razão para ele existir. Sem esta conexão com a sociedade, dirigentes partidários ficam livres para negociar a legenda como mercadoria em troca de benesses. Há também o fato de que muitos partidos acabam dificultando a formação de governos sólidos ou, no inverso das razões, de oposições expressivas, o que atrapalha o funcionamento do legislativo. E sempre que se começa falar em cláusula de desempenho ou de barreira — como das outras vezes — o debate ganha um ar de “conspiração dos poderosos contra os fracos e oprimidos”, o que é ridículo e aviltante à inteligência do eleitor.  

O senhor recente que a Reforma não saia, tal como das outras vezes?

A minha expectativa é a de que a reforma aconteça. Entretanto, a imprensa tem que absorver sua parte de responsabilidade neste processo e ajudar a sociedade a entender que estes são temas muito complexos e que não cabem simplificações grosseiras. A reforma política ultrapassa os temas que estão sendo tratados agora. Mas tem que ser um passo de cada vez. Tem que ficar atenta aos jogos de cena de parlamentares que, frente às câmaras, dizem uma coisa, mas na hora de votar e debater, sabendo da complexidade do tema, fazem outra. Mas espero que consigamos não apenas aprovar a reforma política, mas que consigamos avançar e aprimorar o nosso sistema político-eleitoral. E tudo isso só será possível com a ajuda da sociedade.




sexta-feira, setembro 30, 2011

Café da manhã dos governadores




O deputado federal Newton Cardoso (PMDB) foi recebido pelo governador Antônio Anastasia (PSDB) para um café da manhã no Palácio das Mangabeiras, atendendo a um pedido de Anastasia. O governador tem dado continuidade ao processo de reaproximação do PMDB com o eixo da goivernabilidade, depois que o partido de Newton rompeu com o Bloco Minas Sem Censura, principal movimento de oposição ao governo do Estado. Anastasia, que por diversas vezes já manifestou a sua admiração por Newtão, entende que o ex-governador é a principal liderança do PMDB em Minas Gerais, capaz de articular o partido e fazer interlocuções com o governo federal. O cardápio do café da manhã? Ninguém revela. Fontes dizem que foi apenas um compromisso entre amigos. O que poucos sabem é que Anastasia compôs a equipe econômica de Newton Cardoso no govenro do Estado entre 1987 e 1991. À época, o atual governador foi um dos responsáveis intelectuais do "primeiro choque de gestão" do Estado, quando Newton reduziu drasticamente o déficit de Minas Gerais.